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Sobre
Aqui está a tradução do texto para o português:
O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) está localizado no bairro da Gamboa, na zona portuária do Rio de Janeiro — uma área historicamente conhecida como Pequena África, profundamente marcada pela presença de comunidades africanas e afro-brasileiras desde o período da escravidão. Fundado em 13 de maio de 2005, o Instituto tem como missão pesquisar, estudar, investigar e preservar o patrimônio material e imaterial relacionado à diáspora africana, com destaque especial para o Cemitério dos Pretos Novos, sítio histórico e arqueológico que está no centro de suas atividades.
O Cemitério dos Pretos Novos foi um local de sepultamento para africanos recém-chegados que morriam logo após o desembarque no Rio de Janeiro, especialmente entre o final do século XVIII e o início do século XIX. A maioria deles não sobrevivia às condições extremas da travessia transatlântica ou aos primeiros dias em terra firme. Seus corpos eram enterrados em condições precárias, frequentemente em fossas comuns, revelando a violência estrutural do sistema escravista e a profunda desumanização que marcou suas experiências. Redescoberto no início dos anos 2000, o local tornou-se um dos mais poderosos testemunhos materiais da escravidão urbana no Brasil.
Ao centralizar seu trabalho nesse lugar de memória, o IPN contribui diretamente para o reconhecimento e a valorização da história africana e afro-brasileira, promovendo ao mesmo tempo uma reflexão crítica sobre a escravidão e seus impactos duradouros. Suas atividades organizam-se em uma estrutura interdisciplinar e colaborativa que conecta pesquisa, educação, cultura e sustentabilidade.
Por meio de investigações arqueológicas contínuas, manutenção de acervos e iniciativas educativas, o Instituto gera conhecimento que não apenas lança luz sobre o passado, mas também estimula debates essenciais sobre desigualdade racial, cidadania e justiça social no Brasil. Seus principais objetivos incluem promover a reflexão a partir da história do Cemitério dos Pretos Novos, desenvolver projetos educativos e culturais, e apoiar a pesquisa acadêmica em campos como historiografia, arqueologia e estudos sobre a escravidão.
A Unidade de Educação oferece cursos, oficinas e palestras baseados em uma proposta pedagógica abrangente, abordando temas como história da África, arqueologia da diáspora africana, cosmologias africanas, além de memória e patrimônio. Também promove a valorização de práticas culturais intangíveis — como a capoeira, o jongo e a música — e oferece programas de pós-graduação (lato sensu) em parceria com instituições de ensino.
A Unidade de Arte Contemporânea amplia o diálogo com o presente por meio de exposições, residências artísticas e intercâmbios que abordam questões de direitos humanos, igualdade racial e gênero. Paralelamente, a Unidade de Sustentabilidade garante a continuidade das atividades do Instituto por meio de iniciativas como o programa “Amigos do IPN” e de uma loja dedicada à difusão de publicações e produtos relacionados a temáticas africanas e afro-brasileiras.
Mais do que um centro de memória, o IPN é um espaço vivo de engajamento crítico com o passado e o presente, comprometido com a construção de uma sociedade mais consciente, diversa e equitativa.
O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) está localizado no bairro da Gamboa, na zona portuária do Rio de Janeiro — uma área historicamente conhecida como Pequena África, profundamente marcada pela presença de comunidades africanas e afro-brasileiras desde o período da escravidão. Fundado em 13 de maio de 2005, o Instituto tem como missão pesquisar, estudar, investigar e preservar o patrimônio material e imaterial relacionado à diáspora africana, com destaque especial para o Cemitério dos Pretos Novos, sítio histórico e arqueológico que está no centro de suas atividades.
O Cemitério dos Pretos Novos foi um local de sepultamento para africanos recém-chegados que morriam logo após o desembarque no Rio de Janeiro, especialmente entre o final do século XVIII e o início do século XIX. A maioria deles não sobrevivia às condições extremas da travessia transatlântica ou aos primeiros dias em terra firme. Seus corpos eram enterrados em condições precárias, frequentemente em fossas comuns, revelando a violência estrutural do sistema escravista e a profunda desumanização que marcou suas experiências. Redescoberto no início dos anos 2000, o local tornou-se um dos mais poderosos testemunhos materiais da escravidão urbana no Brasil.
Ao centralizar seu trabalho nesse lugar de memória, o IPN contribui diretamente para o reconhecimento e a valorização da história africana e afro-brasileira, promovendo ao mesmo tempo uma reflexão crítica sobre a escravidão e seus impactos duradouros. Suas atividades organizam-se em uma estrutura interdisciplinar e colaborativa que conecta pesquisa, educação, cultura e sustentabilidade.
Por meio de investigações arqueológicas contínuas, manutenção de acervos e iniciativas educativas, o Instituto gera conhecimento que não apenas lança luz sobre o passado, mas também estimula debates essenciais sobre desigualdade racial, cidadania e justiça social no Brasil. Seus principais objetivos incluem promover a reflexão a partir da história do Cemitério dos Pretos Novos, desenvolver projetos educativos e culturais, e apoiar a pesquisa acadêmica em campos como historiografia, arqueologia e estudos sobre a escravidão.
A Unidade de Educação oferece cursos, oficinas e palestras baseados em uma proposta pedagógica abrangente, abordando temas como história da África, arqueologia da diáspora africana, cosmologias africanas, além de memória e patrimônio. Também promove a valorização de práticas culturais intangíveis — como a capoeira, o jongo e a música — e oferece programas de pós-graduação (lato sensu) em parceria com instituições de ensino.
A Unidade de Arte Contemporânea amplia o diálogo com o presente por meio de exposições, residências artísticas e intercâmbios que abordam questões de direitos humanos, igualdade racial e gênero. Paralelamente, a Unidade de Sustentabilidade garante a continuidade das atividades do Instituto por meio de iniciativas como o programa “Amigos do IPN” e de uma loja dedicada à difusão de publicações e produtos relacionados a temáticas africanas e afro-brasileiras.
Mais do que um centro de memória, o IPN é um espaço vivo de engajamento crítico com o passado e o presente, comprometido com a construção de uma sociedade mais consciente, diversa e equitativa.